Estar em comunhão com Deus mesmo sem a Eucaristia

Muitos acreditam que reside somente na Eucaristia a oportunidade de estar em comunhão com Deus, de estar junto d’Ele. Pode-se lembrar que o Anjo da Paz ofereceu aos pastorinhos em Fátima a comunhão, para que o Senhor participasse ainda mais ativamente da vida dos pequenos, fazendo brotar no coração das três crianças um amor especial. Mas não estar apto a comungar não significa não poder partilhar do amor de Deus.

O Santíssimo Sacramento, que recebemos por meio da eucaristia, é o próprio Jesus Cristo – e não um mero simbolismo. Isso tem uma força e um poder incontestável. No entanto, o próprio Francisco, o mais velho dos três pastorinhos, recebeu a comunhão apenas duas vezes em toda a sua vida: uma dada pelo Anjo e a outra pouco antes de morrer. E isso não o impediu de ser um dos maiores adoradores de todos os tempos.

O menino prestava-se a longas horas à contemplação e a oração, dedicando-se a buscar e ouvir o Pai. Ele era movido por um intenso desejo de consolar o coração de Jesus e, por isso, mantinha-se longos períodos imerso em suas preces. Isolava-se da família e dos amigos para sentir melhor a presença do Senhor.

Francisco deve ser um exemplo para aqueles que, por motivos diversos, não podem comungar. Estar impedido de receber a hóstia consagrada não significa estar de costas para o Pai. Sempre é possível experimentar Seu amor, Sua doçura e Sua providência e dedicar-se a Ele e à Igreja de forma sincera e intensa. Todos, sem exceção, somos convidados a desfrutar da Sua infinita ternura.