Como o consumismo nos afasta de Deus

Vivemos hoje uma sociedade altamente marcada pelo consumismo: é preciso ter carros de luxo, celular de última geração, roupas novas. Na Encíclica Centesimus Annus, João Paulo II classificou essa prática de “fenômeno do  consumismo”. As pessoas querem ter cada vez mais, mesmo aquilo de que não precisam, numa ilusória crença de o acúmulo de bens materiais é o que trará a felicidade.

O Papa Francisco já alertou: “uma doença séria, a do consumismo de hoje! Eu não digo que todos nós fazemos isso, não. Mas o consumismo, o gastar mais do que precisamos, uma falta de austeridade de vida: este é um inimigo da generosidade(…)”.

Não há problema em querer melhorar de vida, desejar uma casa melhor ou um carro mais confortável para sua família. O problema é quando a vontade de ter vem em primeiro lugar, quando nossa prioridade deve estar no ser. Precisamos priorizar Deus em nossas vidas e, a partir dele, as nossas relações com as pessoas. A prática da generosidade, do amor e da caridade não pode jamais ser esquecida!

O consumo deve ser integralmente responsável. Ao adquirir um produto, pense: isto é fundamental para mim ou será verdadeiramente útil? Por quanto tempo deverei permanecer com este produto? Será que poderei compartilhá-lo com outras pessoas ou usá-lo para fazer o bem de alguma forma? Quando for comprar algo, veja se não existe algum objeto que pode ser doado para alguém.

A busca pelo equilíbrio e pelo despreendimento deve ser diário. Busque em suas orações o caminho para manter-se afastado da tentação do consumismo e receber a graça da generosidade. Não acumule, compartilhe.