A caridade e a providência divina

Se a providência de Deus está sempre vindo em nosso socorro, por que temos tanto temor de nos entregarmos à caridade? Em meu trabalho pastoral, ouço frequentemente pessoas dizerem que não têm como doar à Igreja ou a outras instituições. Os motivos variam: o salário é pequeno, precisam pagar a escola dos filhos, sustentam sozinhos muitos familiares… Não podemos desmerecer nenhum desses problemas. Mas precisamos confiar mais na providência divina.

Quando nos consagramos a Deus, oferecemos tudo o que somos e o que temos. Então, na medida em que entregamos ao Senhor, além da nossa espiritualidade, também os nossos bens materiais, não há dúvidas de que ele nos retribuirá, senão na mesma medida, em proporção ainda maior do que esperamos. Deus conta com o nosso sacrifício e com a nossa caridade em Sua obra. Temos todos nós uma parcela de responsabilidade na acolhida e no amparo aos irmãos.

O dízimo é uma das formas de oferecer o que temos, sem nos penalizarmos demasiadamente, em prol dos demais. Se, além do dízimo, pudéssemos oferecer uma quantia a alguma obra de caridade, por exemplo, imagine quantos irmãos tiraríamos da pobreza, da doença ou do sofrimento? A quantos poderíamos levar dignidade, esperança e uma vida melhor?

Está em II Coríntios 8, 13-15: “Quando se dá de bom coração segundo as posses (evidentemente não do que não se tem), sempre se é bem recebido. Não se trata de aliviar os outros fazendo-vos sofrer penúria, mas sim que haja igualdade entre vós. Nas atuais circunstâncias, vossa abundância supra a indigência daqueles, para que, por seu turno, a abundância deles venha a suprir a vossa indigência. Assim reinará a igualdade,* como está escrito: O que colheu muito não teve sobra; e o que pouco colheu não teve falta (Ex 16,18).”

2019-01-07T16:10:11+00:00

Deixar Um Comentário