Por que o Natal é comemorado em 25 de dezembro?

Diversos estudiosos do Cristianismo e do Evangelho acreditam que Jesus não teria nascido em 25 de dezembro, dia em que comemoramos o Natal. Mas o que eles consideram para chegar a esta conclusão e por que teria sido escolhida essa data para celebrar o nascimento de Cristo?

O Evangelho de Lucas cita que Jesus veio ao mundo numa época de recenseamento, obrigando as pessoas a se deslocarem até as cidades para se cadastrarem. No entanto, ressaltam os especialistas, dezembro é época de frio intenso em Israel. O inverno rigoroso impediria as pessoas de fazerem grandes deslocamentos a pé ou em animais, como era costume à época. Além disso, é difícil imaginar que, nessas condições climáticas, o parto pudesse acontecer em um estábulo, local sem o aquecimento mínimo para acolher mãe e bebê.

Mas como o dia 25 de dezembro foi eleito para comemorar o nascimento de Cristo? Há registros de que, no início da era Cristã, o Natal era comemorado em diversas partes do mundo em datas variadas. Somente no século IV, quando o Cristianismo passou a ser aceito pelo Império Romano – e, em seguida, adotado como religião do Estado – é que a celebração ganhou a data que utilizamos hoje.

A hipótese mais provável é que a escolha da data teria sido uma forma encontrada pela Igreja para “cristianizar” a festa pagã do “Natalis Solis Invicti ” – ou “Nascimento do Sol Invencível” –, comemorada exatamente em 25 de dezembro. Para os romanos, este era o dia do solstício de inverno (dia do ano com menor número de horas de iluminação natural), o que os levava a acreditar que, a partir daquela data, o sol estaria mais presente. A correlação desta simbologia com o nascimento de Cristo, que traz luz e esperança, foi aos poucos ganhando força.

O dia 25 de dezembro era ainda o fechamento da celebração dos Saturnais, em homenagem ao deus Saturno. Na ocasião, as pessoas trocavam presentes, a fim de simbolizar os votos de prosperidade e paz. Isto explicaria o hábito de dar e receber lembranças.