Você se consagra a Nossa Senhora de Verdade?

Quando nos consagramos a Nossa Senhora, consagramos tudo o que somos e tudo o que temos. No entanto, no dia a dia, acabamos não cumprindo essa consagração plenamente. Não dispondo do nosso amor, do nosso tempo, dos nossos talentos ou do nosso dinheiro para ajudar os irmãos. Não colocamos tudo isso à disposição de Deus. Por que então achamos que podemos pedir?

É muito comum ouvirmos frases como “se Deus quiser”. É muito comum que as pessoas se recolham em oração apenas quando passam por momento difíceis ou quando estão precisando de algo. Mas pedir sem se colocar a serviço é agravar o coração de Maria. O primeiro mandamento já diz: “Amar a Deus sobre todas as coisas”. O que Nossa Senhora espera de nós é que coloquemos Deus acima de tudo. Não podemos sonegar a Deus o que é d’Ele.

Os pastorinhos compreenderam o sentido da consagração, entenderam a partilha de bens e do amor, alcançaram a importância da oração. Mas muitos de nós não somos capazes de compartilhar nossa renda ou nossos bens em favor dos irmãos. Não colaboramos com as atividades da Igreja para ajudar os menos favorecidos. Não somos solidários nem fraternos.

Quantos de nós reserva dez minutos do dia apenas para conversar com Deus? Apenas para louvá-lo e glorificá-lo, sem nada pedir? A oração é um encontro com o Senhor, um reconhecimento de que dependemos da Sua providência, é um ato de humildade, é a oferta do que somos. Não podemos sonegar de Deus nosso tempo!

Da mesma forma, não podemos sonegar amor a alguém – visitar um doente, servir em um orfanato, ouvir um irmão em dificuldades, cuidar dos que os cercam, isso tudo é servir. É doar-se. Contribuir com o dízimo ou com a caridade da mesma forma é uma maneira de servir e de cumprir a consagração, de desagravar o coração da Virgem Santíssima. E não precisamos ter medo algum nessa jornada. Afinal, disse Jesus Cristo:

“Há maior felicidade em dar do que em receber” (Atos 20,35).