Fátima não é para ser visitada, mas para ser vivida

Fátima é um dos destinos religiosos mais visitados do mundo. O grande santuário, erguido no local onde Nossa Senhora apareceu a três crianças há mais de cem anos, é ponto de parada para milhares de turistas que passam por Portugal. Mas Fátima é muito mais do que um monumento. É uma experiência.

Estar em Fátima não é apenas visitar um espaço físico e apreciar a arquitetura da capela das aparições, que retrata um período e o estilo de vida do interior português. Certamente, há muito o que observar, em termos históricos, como a coroa que assenta sobre a imagem de Nossa Senhora, feita em 1946 pela tradicional Casa Leitão e que contém 313 pérolas e 2679 pedras preciosas e carrega incrustada a bala que atingiu o papa São João Paulo II no atentado de que foi vítima em 1981. Também se pode observar o órgão produzido pela alemã Gerhard Grenzing e a Basílica, onde repousam os restos mortais dos pastorinhos.

Mas Fátima não é apenas um monumento. Foi ali que a Virgem Santíssima conversou com três crianças e, a partir delas, se dirigiu a toda a humanidade, nos fazendo conhecer aquilo que Jesus deseja. Fátima precisa ser para nós, antes de tudo, uma experiência vivida.

Independentemente de estar na cidade de Fátima, no santuário brasileiro que conta com uma réplica perfeita da capela das aparições original ou em qualquer outro lugar deste planeta, é possível viver seu mistério. Muitos passarão pela Cova da Iria, mas não se encontrarão com Nossa Senhora. Muitos cruzarão o enorme pátio sem perceber o que a Virgem Maria deseja. Por outro lado, tantos outros terão o privilégio de viver Fátima sem ter posto os pés na cidade.

E como isso é possível? Não se entende o mistério de Fátima com os pés, caminhando em uma visita qualquer, mas, sim, com os joelhos e a fronte no chão, rezando. É preciso, através das mensagens deixadas pela Virgem, buscar a Deus Nosso Senhor, em oração dedicada, assim como fizeram os pastorinhos.

A capela, o alpendre, a coroa cravejada de pedras preciosas são apenas sinais físicos, para nos lembrar o que aconteceu na Cova da Iria, para nos recordar uma mensagem que deve ser vivida. Só precisamos ouvir o que Nossa Senhora quer nos dizer.