Desapego: difícil, mas necessário

Ao longo da vida, vamos acumulando coisas e experiências e acabamos nos apegando a elas. É mais fácil compreendermos esse processo quando se trata de objetos, como livros, cartas, objetos de decoração, móveis e carros por exemplo. Mas também nos apegamos a relacionamentos, a empregos e até ao jeito de fazer as coisas. Em geral, o apego decorre de uma afeição que desenvolvemos ou por um sentimento nostálgico.

No entanto, nem sempre o que é antigo e conhecido é bom e às vezes, precisamos virar a página. Agora mesmo na pandemia, muitos precisaram praticar o desapego mesmo contra a vontade. As pessoas perderam empregos, precisaram se mudar para apartamentos cujos aluguéis eram mais baratos, deixaram de ter a companhia rotineira de parentes e amigos, pararam de fazer atividades prazerosas. À força, fomos obrigados a abandonar coisas, situações e indivíduos.

À primeira vista, o desapego gera uma boa dose de desconforto. É difícil abrir mão daquilo que é conhecido, habitual. Mas, seja um desapego forçoso (como aconteceu na pandemia) ou voluntário (como acontece quando você decide doar objetos que usa pouco, jogar fora aquela papelada antiga ou terminar uma relação amorosa tóxica), ele sempre pode gerar um saudável espaço para a renovação. Basta saber aproveitar.

Trocar de casa, descobrir novas formas de fazer o seu trabalho, esvaziar os armários, valorizar pessoas do bem, tudo isso traz um sopro de vida e esperança para nossas vidas. Quando deixamos ir embora as coisas e pessoas do passado que não nos fazem bem, também nos abrimos para a mudança, para os bons sentimentos que Deus quer plantar em nosso coração. Deixamos a semente da reflexão gerar frutos em nossa vida.

Que tal experimentar um pouquinho de desapego?