De joelhos em Fátima

Eu frequentemente digo aqui que Fátima é uma experiência vivida em oração. Há diversas maneiras de vivenciar a força da mensagem de Nossa Senhora e uma delas é fazer, de joelhos, o percurso em volta da Capela das Aparições. O que para alguns pode parecer um ato extremado é, na verdade, uma vivência profunda e transformadora.

Quem vai a Fátima, seja no santuário de Portugal ou no do Rio de Janeiro, se impressiona com a quantidade de peregrinos que cruzam as esplanadas ajoelhados, rezando fervorosamente os terços. A imagem do esforço, do sacrifício e da fé emociona quem vê, mas sua experiência transforma quem vive.

Eu mesmo já tive a oportunidade de contornar a Capela das Aparições de joelhos. Aqui no Brasil, dei dez voltas na Capelinha, como havia prometido à Virgem, por uma graça alcançada. A dor é excruciante, o cansaço é opressor, mas a paz no coração e a proximidade com o divino é indescritível. A cada Ave Maria, a cada mistério meditado, a cada metro percorrido, maior é a sensação do amor transbordante.

A prática da peregrinação de joelhos em Fátima nasceu com a própria Irmã Lúcia, quando sua mãe adoeceu gravemente: “Eu tinha prometido à Santíssima Virgem, se Ela me concedesse o que eu Ihe pedia, ir aí, durante nove dias seguidos, acompanhada de minhas irmãs, rezar o Rosário e ir, de joelhos, desde o cimo da estrada até ao pé da carrasqueira; e, no último dia, levar 9 crianças pobres e dar-lhes, no fim, um jantar”.

Desde então, a cada ano, cresceu o número de fiéis que reproduziam o gesto da pastorinha, com fervor, esperança e fé. E você já pensou em viver essa experiência?