114 anos do nascimento da grande vidente de Fátima

Hoje, dia 28 de março, recordamos os 114 anos do nascimento da irmã Lúcia, que, junto com os primos, Francisco e Jacinta, testemunhou as aparições de Nossa Senhora em Fátima em 1917. Os três pastorinhos, como ficaram conhecidos, cuidavam do rebanho da família na Cova da Iria quando receberam a primeira visita da Mãe de Deus.

Dos três, Lúcia foi a única a receber o privilégio de conversar com a Virgem – Jacinta apenas a via e ouvia e Francisco somente via Nossa Senhora, sem nada escutar do que ela dizia. Deles foi também quem teve vida mais longa: morreu aos 97 anos, em uma trajetória marcada por muitos encontros com a Mãe Santíssima. A ela coube guardar fielmente o segredo confiado por Nossa Senhora, cujo conteúdo ela só revelou por orientação da própria Virgem Maria. Lúcia foi uma autêntica porta-voz de Nossa Senhora.

Apesar disso, manteve intacta a sua humildade e simplicidade. Sentia-se, genuinamente, uma pessoa como qualquer outra. Certa vez, quando ainda era noviça e atendia pela alcunha de Maria das Dores, foi abordada na rua por um senhor que, ao perceber que ela era uma religiosa doroteia e portuguesa, perguntou se era possível encontra-se com a vidente Lúcia. Com muita naturalidade, ela respondeu que sim, caso as superioras permitissem. Diante do homem que insistia que realmente gostaria de ir vê-la, Lúcia, com seu bom humor costumeiro, lhe disse: “Não vale a pena. Ela é uma irmã como as outras.” O senhor retrucou: “Não é bem assim, porque ela sempre viu Nossa Senhora”. E Lúcia, muito espirituosa, rebateu: “Isso é verdade, mas olhe que é assim tal como eu…”. O homem, conformado, foi embora.

A fim de dedicar-se inteiramente às coisas do céu, Lúcia ingressou na Congregaração das Irmãs Doroteias, na Espanha, e, posteriormente, à clausura do Carmelo de Santa Teresa, na cidade portuguesa de Coimbra. Lá permaneceu até a sua morte, em 13 de fevereiro de 2005. Atualmente, está em curso no Vaticano o processo para sua canonização.