102 anos do falecimento de São Francisco Marto

Relembramos hoje o falecimento do pequeno São Francisco Marto, um dos videntes de Nossa Senhora de Fátima. Dono de uma personalidade pacífica, Francisco era o mais calado e tranquilo dos três pastorinhos, conforme podemos depreender das descrições feitas pela prima Lúcia:

“O Francisco não parecia irmão da Jacinta senão nas feições do rosto e na prática da virtude. Não era, como ela, caprichoso e vivo; era, ao contrário, de natural pacífico e condescendente. Quando, nos nossos (jogos) e brincadeiras, algum se empenhava em negar-lhe os seus direitos por ter ganhado, cedia sem resistência, limitando-se a dizer apenas:

– Pensas que ganhaste tu? Pois sim! A mim isso não me importa.” (Memórias da Irmã Lúcia, pág 136)

As aparições da Virgem na Cova da Iria tiveram sobre ele um impacto profundo. Desde a primeira visão, em 13 de maio de 1917, passou a dedicar-se a consolar o coração de Jesus e passava boa parte do tempo em oração. Certa vez, respondendo às queixas de Lúcia quanto às perseguições e calúnias que sofriam em função das aparições, o pastorinho disse:

“Não disse Nossa Senhora que íamos a ter muito que sofrer, para reparar a Nosso Senhor e o Seu Imaculado Coração, de tantos pecados com que são ofendidos? Eles estão tão tristes! Se com estes sofrimentos os pudermos consolar, já ficamos contentes.” (Memórias da Irmã Lúcia, pág 141)

Neste caminho de consolação a Deus e dedicação à Nossa Senhora, Francisco optou pelo silêncio e pela contemplação, aproximando-se cada vez mais intensamente do mistério divino.

Francisco Marto nasceu no dia 11 de junho de 1908 na aldeia portuguesa de Aljustrel. Tinha somente oito anos quando começou a pastorear o rebanho da família junto com sua irmã Jacinta e a prima Lúcia na região da Cova da Iria. Foi ali que os três testemunharam as aparições da Nossa Senhora, entre maio e outubro de 1917. Da Mãe de Deus, receberam uma mensagem de conversão e penitência pela salvação dos pecadores e pela reparação dos corações de Maria e de Jesus.

No final de 1918, Francisco contraiu a temida gripe espanhola. No dia 2 de abril do ano seguinte, Francisco se confessou e recebeu a comunhão pela última vez, vindo a falecer dois dias depois. Seu corpo foi sepultado no cemitério de Fátima e transladado para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima em 1952.

Francisco foi canonizado pelo papa Francisco em 13 de maio de 2017, quando foi comemorado o centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima.

O corpo do pequeno Francisco foi sepultado no cemitério de Fátima, de onde seus restos foram exumados em 17 de fevereiro de 1952 e transladados para a Basílica de Nossa Senhora do Rosário de Fátima, em 13 de março de 1952, onde se encontra atualmente.

Francisco Marto foi canonizado juntamente com sua irmã Jacinta Marto pelo Papa Francisco, em 13 de maio de 2017, durante as comemorações do centenário das aparições de Nossa Senhora de Fátima.