A Senhora do Carmo e as aparições de Fátima

Hoje, a Igreja celebra Nossa Senhora do Carmo, uma devoção que teve origem no século XII, quando se um grupo de eremitas começou a se formar no monte Carmelo, na Palestina, terra Santa, iniciando um estilo de vida simples e pobre, ao lado da fonte de Elias, que se estendeu ao mundo todo.

A palavra Carmo, corresponde ao monte do Carmo ou monte Carmelo, em Israel, onde o profeta Elias se refugiou. A palavra carmo ou carmelo significa jardim e Maria é a mais bela flor do jardim de Deus

“Colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas,
o escapulário, que está ao alcance de todos; entendido como veste mariana,
esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste”

As aparições de Fátima e a devoção a Nossa Senhora do Carmo

No dia 13 de Outubro de 1917, na sexta aparição na Cova da Iria, em Fátima, a Virgem Maria uniu três devoções marianas: a espiritualidade do Escapulário; oração do Santo Rosário; e a consagração ao seu Imaculado Coração. Logo depois da aparição, os três pastorinhos de Fátima tiveram visões. Na primeira delas, ao lado de São José, apareceu Nossa Senhora do Rosário, com o Menino Jesus ao colo. Em seguida, surgiu como Nossa Senhora das Dores, junto com seu Filho, que passava por grandes sofrimentos. Na terceira e última visão, “gloriosa, coroada como Rainha do Céu e da Terra, a Santíssima Virgem apareceu como Nossa Senhora do Carmo, tendo o Escapulário à mão”.

No ano de 1950, perguntaram a Irmã Lúcia o motivo da Virgem do Carmo aparecer com o Escapulário nas mãos. Em resposta, ela disse: “É que Nossa Senhora quer que todos usem o Escapulário”. Pouco tempo depois, no dia 11 de fevereiro de 1950, o Santo Padre, Papa Pio XII, providencialmente convidou toda a Igreja Universal a “’colocar em primeiro lugar, entre as devoções marianas, o escapulário, que está ao alcance de todos; entendido como veste mariana, esse é de fato um ótimo símbolo da proteção da Mãe celeste”.

A Irmã Maria Lúcia do Imaculado Coração, carmelita como São Simão Stock, disse que o Escapulário agrada o Coração da Virgem Maria e, por isso, deseja que esta devoção seja propagada. Sendo assim, compreendemos que o Escapulário faz parte da Mensagem de Fátima e que certamente este e o Rosário são devoções inseparáveis. Além disso, “o Escapulário é o sinal da consagração a Nossa Senhora”. Ao perguntarem a Irmã Lúcia se podemos ter a certeza que a Mãe de Deus queria o Escapulário como parte da Mensagem de Fátima, ela respondeu que “’Sim’, e acrescentou: ‘Agora já o Santo Padre [São João Paulo II] o confirmou a todo o mundo, dizendo que o Escapulário é sinal de consagração ao Imaculado Coração’”. Segundo Lúcia, o Escapulário é uma das cláusulas da Mensagem de Nossa Senhora em Fátima. Consequentemente, podemos dizer que usar o Escapulário é tão importante quanto a recitação diária do Terço Mariano. Segundo Lúcia, “o Terço e o Escapulário são inseparáveis!”

“Fátima é, portanto, uma confirmação óbvia das antigas devoções do Rosário e do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, ambas vindas da Idade Média, quando o amor por Ela impregnava toda a vida do cristão”

O Escapulário, o Rosário e a consagração ao Imaculado Coração

A Mensagem de “Fátima é, portanto, uma confirmação óbvia das antigas devoções do Rosário e do Escapulário de Nossa Senhora do Carmo, ambas vindas da Idade Média, quando o amor por Ela impregnava toda a vida do cristão”. Além disso, a estas devoções, acrescenta-se a devoção ao Imaculado Coração de Maria, já conhecida na Igreja, mas agora revelada em Fátima de uma forma nova. A consagração ao Coração Imaculado da Santíssima Virgem, de certa forma, apresenta-se a nós como uma nova expressão da devoção a Nossa Senhora das Dores, que foi uma das visões dos três pastorinhos na última aparição de Fátima.

Na segunda aparição, em 13 de Junho de 1917, a Virgem Maria disse à pequena Lúcia: “Ele [Jesus] quer estabelecer no mundo a devoção do meu Imaculado Coração”. Nossa Senhora falou também que voltaria para pedir esta devoção. Para cumprir sua promessa, no dia 10 de Dezembro de 1925, em Pontevedra, na Espanha, Nossa Senhora apareceu a Irmã Lúcia com o Coração na mão, cercado de espinhos. Este Coração é o mesmo que foi transpassado pela espada da dor, no sacrifício de Jesus Cristo no altar da Cruz. Os sofrimentos da Virgem das Dores não foram causados somente por causa dos padecimentos do seu Filho. Desde os seus dias de vida terrena até hoje, Nossa Senhora continua sofrendo por causa dos nossos pecados. Isto nos é revelado pelo próprio Senhor, na mesma aparição, em Pontevedra, quando o Menino Jesus disse a Irmã Lúcia: “Tem pena do Coração de sua Santíssima Mãe que está coberto de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos lhe cravam sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar”.

Depois de mostrar seu Coração Imaculado, cercado de espinhos, Nossa Senhora revelou à então postulante Lúcia, a devoção reparadora dos cinco primeiros sábados:

“Olha, minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam, com blasfémias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que todos aqueles que durante 5 meses, ao 1.° sábado, se confessarem, recebendo a Sagrada Comunhão, rezarem um Terço e Me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 mistérios do Rosário, com o fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes, na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas”, (Memórias da Irmã Lúcia, p 192, 2013)

Texto: Natalino Ueda, formado em Filosofia e Teologia, especialista 
em Mariologia, nos dogmas e nas devoções em honra à Virgem Santa Maria. 
2018-07-16T22:58:30+00:00 julho 16th, 2018|Notícias|Comentários desativados em A Senhora do Carmo e as aparições de Fátima

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