Hoje Francisco Marto completa 99 anos de vida eterna

O Pastorinho de Fátima faleceu em 4 de abril de 1919

O Pastorinho Francisco Marto nasceu em Aljustrel, pertencente à Paróquia de Fátima, em Portugal, no dia 11 de Junho de 1908, era filho de Manuel Pedro Marto e de Olímpia de Jesus Marto, modestos agricultores e bons cristãos. O vidente foi batizado em 20 de junho.

De caráter dócil e condescendente, em casa, começou a conhecer e a amar a Deus, a rezar, a participar nas sagradas funções paroquiais, a ajudar o próximo necessitado, a ser sincero, justo, obediente e diligente. Não se irritava quando o contrariavam e nos jogos não encontrava dificuldades em se adequar à vontade dos outros. Deleitava-se com a solidão dos montes e ficava extasiado perante o nascer e pôr do sol. Chamava ao sol “candeia de Nosso Senhor” e enchia-se de alegria ao aparecerem as estrelas que designava “candeias dos Anjos”.

Muitas vezes era acompanhado pela irmãzinha Jacinta e ambos se reuniam com a prima Lúcia de Jesus dos Santos, que pastoreavam também as suas ovelhas. Após a aparição do Anjo, Francisco deu início a uma experiência espiritual mais intensa. Começou a tornar-se mais piedoso; recitava frequentemente a oração ensinada pelo anjo; estava disposto a oferecer sacrifícios pela salvação dos que não acreditam, não esperam e não amam a Deus.

Durante as aparições de Nossa Senhora, Francisco teve somente o dom da visão, o que o possibilitou ser mais contemplativo. A partir daí, inflamado cada vez mais no amor a Deus e às almas, teve uma só aspiração: rezar e sofrer de acordo com o pedido da Virgem Maria. Costumava dizer: “Que belo é Deus, que belo! Mas está triste por causa dos pecados dos homens. Eu quero consolá-lo, quero sofrer por seu amor”. E manteve este propósito até ao fim de sua vida.

Durante as aparições, suportou com espírito inalterável e com admirável fortaleza as más interpretações, as injúrias, as perseguições e mesmo alguns dias de prisão. Resistiu respeitosa e fortemente à autoridade local que tudo tentou para conhecer o “segredo” revelado pela Virgem Santíssima as três crianças. Todas as vezes que o ameaçavam com a morte, ele respondia: “se nos matarem não importa: vamos para o céu”.

Nutriu uma especial devoção à Eucaristia e passava muito tempo na igreja, adorando o Santíssimo Sacramento do Altar a que chama «Jesus escondido». Recitava diariamente os quinze mistérios do Rosário e muitas vezes mais, a fim de satisfazer o desejo da Virgem Maria; para isso gostava de juntar orações e jaculatórias, que tinha aprendido no catecismo e que o Anjo, a Virgem Santíssima e piedosos sacerdotes lhe tinham ensinado.

Rezava para consolar a Deus, para honrar a Mãe do Senhor, que muito amava, para ser útil às almas que expiam as penas no fogo do purgatório, para auxiliar o Sumo Pontífice no seu importante múnus de pastor universal; rezava pelas necessidades do mundo transtornado pelo pecado; rezava pela Igreja e pela salvação eterna das almas. Rezava sozinho, com os familiares, com os peregrinos, manifestando um profundo recolhimento interior e uma confiança segura na bondade divina.

Como tivesse sabido da Virgem Maria que a sua vida iria ser breve, passava os dias na ardente expectativa de entrar no céu. E de fato tal expectativa não foi longa. Com efeito, apesar de ser robusto e de gozar de boa saúde, em outubro do ano de 1918, foi atingido pela grave epidemia bronco-pulmonar chamada “espanhola”. Do leito em que caiu não chegou a levantar-se; pelo contrário, faleceu no dia 4 de abril de 1919.

O reconhecimento das virtudes heroicas

Em setembro de 1935, o corpo incorrupto de Jacinta foi transladado de Vila Nova de Ourém para Fátima. O corpo da Santa foi fotografado e Dom José Alvez Correia da Silva, Bispo de Leiria-Fátima, que enviou uma cópia a Lúcia, que então era uma Irmã Doroteia. Na ocasião, o Purpurado pediu a Irmã Lúcia que escrevesse tudo o que sabia sobre a vida de Jacinta. Dessa forma, nasceu a Primeira memória, que ficou pronta no Natal de 1935.

Algum tempo depois, o Bispo pediu que Lúcia escrevesse também suas recordações a respeito de seu primo Francisco e das aparições de Nossa Senhora em Fátima.

Estes relatos deixados sobre a breve vida dos dois irmãos permitiram que fosse aberta a causa de canonização de Francisco e Jacinta. Pois, naquele tempo ainda não havia sido decretado o reconhecimento de “exercício das virtudes em grau heroico” também para as crianças, o que dificultaria muito a canonização.

O pedido para investigar a santidade de Francisco e Jacinta foi feito na Diocese de Leiria-Fátima somente em 1952 e o processo foi concluído em 1989, com o decreto sobre a prática das virtudes, em consideração à idade das crianças.

A Canonização dos primeiros santos crianças não mártires da história.

Santa Jacinta e São Francisco Marto foram os primeiros santos crianças, não mártires, a terem suas virtudes heroicas reconhecidas pela Igreja Católica e a receberem a honra dos santos altares. A Missa de Canonização foi presidida pelo Papa Francisco, em 13 de maio de 2017, em Portugal, por ocasião da Festa dos Cem Anos da Primeira Aparição de Nossa Senhora de Fátima.

Em sua homilia, proferida em português, o Papa começou relatando a primeira visão dos dois irmãos e da prima, Lúcia, naquela manhã de cem anos atrás e “a Luz de Deus que irradiava de Nossa Senhora e envolvia-os no manto de Luz que Deus Lhe dera”.

“Fátima é sobretudo este manto de Luz que nos cobre, aqui como em qualquer outro lugar da Terra quando nos refugiamos sob a proteção da Virgem Mãe para Lhe pedir, como ensina a Salve Rainha, «mostrai-nos Jesus». Queridos peregrinos, temos Mãe”.

2018-04-13T17:26:42+00:00 Abril 4th, 2018|Santo do Dia|Comentários desativados em Hoje Francisco Marto completa 99 anos de vida eterna

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